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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

159 mortos e 368 feridos no sismo em Itália


Amatrice e Accumoli são as localidades mais afetadas na região central de Itália

Número de mortos foi atualizado. Segundo a proteção civil italiana estão já contabilizadas 159 vítimas mortais. O primeiro-ministro italiano, Mateo Renzi, tinha anunciado esta tarde que havia pelo menos 120 vítimas mortais na sequência do sismo de magnitude 6,2 na escala de Richter que sacudiu o centro de Itália na madrugada desta quarta-feira. E que haveria pelo menos 368 feridos (este balanço não foi atualizado). Mateo Renzi tinha avisado que estes números não eram finais. E prometeu que "nenhuma família, nenhuma cidade, nenhum povoado será deixada para trás" pela ajuda do governo.

Há várias dezenas de desaparecidos e muitas crianças perderam a vida.
O terramoto, que ocorreu às 03:36 (02:36 em Lisboa), a sudeste de Norcia, cidade da província de Perugia, na região da Umbria, teve o epicentro a dez quilómetros de profundidade, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que monitoriza a atividade sísmica mundial. O sismo foi seguido de diversas réplicas de 5,5 e 4,6 e 4,3, perto de Amatrice e de Norcia, e a principal, de 6, sentiu-se em Roma, a aproximadamente 150 quilómetros de distância. Há relatos de que o abalo tenha sido sentido desde Rimini, no centro norte, até Nápoles, no sul de Itália. Mais de uma centena de réplicas foram registadas até às primeiras horas da manhã. O cenário é desolador na região: casas completamente arrasadas, localidades inteiras soterradas nos escombros.




Uma imagem aérea de Amatrice, fornecida às agências pelos bombeiros locais
O secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, disse à agência Lusa que, até ao momento, não há registo de portugueses entre as vítimas do terramoto em Itália.

Sergio Pirozzi, o presidente da câmara de Amatrice, na província de Rieti, na região de Lazio, afirmou que "metade da cidade desapareceu" na sequência do tremor de terra. As cidades mais afetadas pelo abalo serão Accumoli, Amatrice, Posta e Arquata del Tronto. Accumoli tem aproximadamente 700 habitantes, enquanto Amatrice cerca de 2000.

Segundo um repórter da agência Reuters, o hospital de Amatrice foi severamente danificado pelo sismo e os doentes tiveram de ser transportados para a rua. É na via pública que estão também a ser assistidos os feridos do terramoto. A RAI, televisão pública italiana, indica que duas jovens afegãs, que serão requerentes de asilo, estão desaparecidas nos escombros, tal como dezenas de outros residentes da povoação. O acesso por automóvel à cidade faz-se através de uma ponte que está em situação instável, obrigando os serviços de socorro a procurar trajetos alternativos e atrasando as operações de resgate.


O governo italiano está a acompanhar e monitorizar a situação. O ministro italiano das Infraestruturas, Graziano Delrio, foi o primeiro a deslocar-se para a região e foram mobilizados meios de socorro de Roma. O exército também participa nas operações de salvamento e resgate. A polícia está em força nas ruas, não apenas para prestar apoio mas para prevenir situações de roubo ou pilhagem nos edifícios afetados pelo sismo.

Numa declaração ao final da manhã, o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, anunciou que estará ainda na tarde desta quarta-feira na região afetada pelo terramoto, agradecendo em nome de todos os italianos a quem "escavou com as mãos despidas, a quem coordenou as primeiras fases da emergência que são sempre as mais difíceis, a todos aqueles que tirando uma pessoa dos escombros demonstraram quanto é grande o peso do voluntariado e da proteção civil". Assinalando que "o trabalho continua", Renzi sublinhou que a Itália deve preparar-se para as "próximas horas, os próximos dias e semanas".

O comissário europeu para a ajuda humanitária e gestão de crise, Christos Stylianides, escreveu no Twitter que a União Europeia está pronta a ajudar a Itália, endereçando condolências às famílias das vítimas.

O presidente italiano, Sergio Mattarella, que estava de férias em Palermo, já regressou a Roma e emitiu entretanto um comunicado, lamentando as vítimas do sismo e agradecendo os esforços das autoridades. O Vaticano enviou entretanto uma equipa de seis bombeiros para auxiliar nas operações de resgate nas zonas mais afetadas.



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