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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

FMI E MOÇAMBIQUE TRABALHAM JUNTOS PARA RESTABELECER CONFIANÇA MÚTUA

Moçambique e o Fundo Monetário Internacional (FMI) vão continuar a trabalhar juntos com vista a restabelecerem as suas relações institucionais.

Com efeito, uma equipa técnica do FMI desloca-se próxima semana ao país para reavaliar as medidas correctivas em curso, desencadeadas pelo governo para restaurar a confiança da instituição, que se deteriorou após a descoberta de uma dívida não revelada, estimada em 1,4 mil milhões de dólares.


A informação foi divulgada quinta-feira em comunicado após o encontro que o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, manteve, em Washington, com a directora-geral do FMI, Christine Lagarde, no quadro da visita de quatro dias aos EUA.

Na nota, a directora-geral salienta a necessidade de novas medidas destinadas a estabilizar a economia e de esforços mais decisivos para melhorar a transparência, nomeadamente uma auditoria internacional e independente das empresas que foram financiadas no âmbito dos empréstimos divulgados em Abril de 2016.

Refira-se que as empresas beneficiárias de empréstimos com o aval do Estado moçambicano são a Proindicus (622 milhões de dólares), Mozambique Assets Management (MAM  535 milhões de dólares) e Empresa Moçambicana do Atum (Ematum  850 milhões de dólares).


Contudo, foram os primeiros dois empréstimos, contraídos pela Proindicus e MAM, que levaram o FMI a suspender a sua assistência financeira a Moçambique, pelo facto de não terem sido divulgados a população moçambicana e aos parceiros de cooperação.

Por isso, uma das condições impostas pelo FMI para o reatamento da ajuda a Moçambique tem a ver com a exigência de uma auditoria forense.

De acordo com o comunicado, Lagarde saúda a vontade do Governo de trabalhar com o FMI sobre os termos de referência da auditoria, envolvendo a Procuradoria-Geral da República (PGR), que vela pela legalidade do Estado.

No encontro destinado a discutir os desafios económicos que o país enfrenta, o Presidente da República fazia-se acompanhar pelo novo Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, um ex-quadro sénior do FMI recentemente nomeado para o cargo pelo Chefe do Estado.

Na sequência da descoberta da dívida em Abril deste ano, outros parceiros programáticos que apoiam directamente o Orçamento do Estado igualmente suspenderam a ajuda financeira ao país.
Como consequência, Moçambique enfrenta uma crise económica resultante da forte desvalorização do metical em relação as moedas de referência cambial, subida da inflação.

Esta crise é exacerbada pelos desastres naturais e tensão político-militar, sobretudo no centro do país e queda do preço das principais matérias-primas de exportação no mercado internacional.


Ainda na quinta-feira, o Presidente da República participou numa audiência promovida pelo Instituto Internacional Republicano e num fórum de negócios, bem como manteve encontros com a Mayor de Washington e com a comunidade moçambicana residente nos EUA.

Hoje (sexta-feira), Nyusi escala a cidade de Houston, no Texas, sede da Anadarko, companhia que faz a prospecção de hidrocarbonetos na bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.                                            

 


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