“Não esperava o vandalismo que o Governo me fez, mas já me esqueci disso, não guardo rancor”, disse Dhlakama

Durante a entrevista telefónica que o líder do maior partido da oposição na nossa pérola do “Atum”, Afonso Dhlakama,  concedeu a agência portuguesa Lusa, disse que está optimista com o desfecho das negociações para a Paz.

Segundo noticiou a Lusa, o líder da Renamo disse que as equipas de mediação que irão chegar nessa semana serão repartidas em dois grupos, um dos quais para acompanhar o processo de descentralização junto da comissão técnica indicada pelas duas partes, e o outro para seguir os restantes pontos de agenda.

“Sei que não é fácil, mas com essa paz de 60 dias, até março, se tudo correr bem, podemos assinar o acordo definitivo e motivar as pessoas”, disse Afonso Dhlakama.

O líder da “Perdiz” disse ter ficado decepcionado com o governo moçambicano após ter sofrido duas emboscadas em setembro de 2015 na província centra de Manica, e uma invasão da sua residência, na cidade da Beira, pelas Forças de Defesa e Segurança, em outubro do mesmo ano.

“Não esperava o vandalismo que o Governo me fez, mas já me esqueci disso, não guardo rancor”, disse Dhlakama.

Apesar de estar disposto a manter a PAZ no país, o número um da Renamo deixou um aviso ao governo. O mesmo frisou que não deseja repetir a experiência de assinar um acordo no decurso de uma campanha eleitoral, como sucedeu a 5 de setembro de 2014, quando celebrou o Acordo de Cessação de Hostilidades Militares com o então Presidente Armando Guebuza, já em pleno processo das eleições gerais.

“Gostaríamos que tivéssemos tempo de nos prepararmos para as autárquicas”, sentenciou.

Share on Google Plus

About Moz no Ar Oficial