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segunda-feira, 29 de maio de 2017

ACLLN denuncia “assalto às fileiras do partido” FRELIMO

Os combatentes da luta de libertação nacional denunciaram, na abertura da IV Sessão Extraordinária do Comité Central “assalto às fileiras do partido” por parte de alguns membros “espertos”, infiltrando-se e ocupando as posições de destaque nos órgãos.

Os combatentes, na voz do seu secretário-geral, Fernando Faustino, consideram que a entrada de novos actores no cenário político nacional, nomeadamente novas formações políticas, organizações não-governamentais e algumas da sociedade civil, como sendo uma barreira para que a Frelimo continue a comunicar-se com o povo que libertou.

Sentem, igualmente, que o debate de ideias que sempre caracterizou o partido, sobre os desafios de cada momento, tende a regredir. “É evidente que o partido Frelimo se converteu numa máquina eleitoral, pois, para alguns quadros, fazer política significa procurar posições ao nível do Governo, Parlamento, nas assembleias provinciais, municipais ou favoritismo nos negócios com o Estado. Muitos membros da Frelimo sentem vergonha de vergar a camisola com as imagens lindas do batuque e da maçaroca, enquanto não for momento eleitoral”, disse Fernando Faustino.

Lembrou aos camaradas que houve tempos que a Frelimo ganhava eleições com relativa facilidade, quiçá pela experiência acumulada ao longo dos anos e os seus membros orgulhavam-se em dizer que o partido é uma máquina, realidade que hoje é uma incógnita, sobretudo nas províncias das zonas centro e norte do país.

O secretário-geral da Associação dos Combatentes de Luta de Libertação Nacional (ACLLN) afirmou que a Frelimo precisa sair do adormecimento e da situação de ser aparentemente vivo quando se aproximam eventos de relevo, tais como congressos, conferências, pleitos eleitorais, eleições internas, entre outros, dos quais alguns dos seus membros procuram, a todo o custo, fazer parte das brigadas de modo a ganhar visibilidade perante as lideranças a todos os níveis, assegurando, assim, confiança e influências no seu seio.

Disse que a ACLLN clama por uma reorganização de fundo no seio da Frelimo. Para Fernando Faustino, o processo de purificação das fileiras do partido no poder deve ser um facto real, verdadeiro, oportuno e sem contemplações, de modo a devolver a dignidade e valor da Frelimo na esteira dos ensinamentos do seu primeiro presidente e arquitecto da unidade nacional, Eduardo Chivambo Mondlane.

Indicou que o rigor na admissão de novos membros, na eleição de membros dos órgãos do partido, desde a célula até ao Comité Central, irá devolver a confiança que o povo sempre depositou na Frelimo.

“O nosso povo está habituado a uma Frelimo onde seus dirigentes falam aberta e regularmente com ele; aprendem com o povo, ouvindo o que não gosta de ouvir; ouvir aquilo mesmo que dói, mas sempre na perspectiva de procurar soluções para os problemas da sociedade e não encarar os dirigentes como elite de grandes empresários ou altos funcionários do Estado e de difícil acesso.

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