Dilma Rousseff usava endereços de e-mail secretos para tratar de corrupção

A ex-presidente brasileira Dilma Rousseff criou endereços de e-mail falsos para poder tratar com segurança de assuntos relacionados com corrupção quando ainda estava no cargo.
A denúncia foi feita em depoimento colaborativo à justiça pela publicitária Mónica Moura, responsável, junto com o marido, o também publicitário João Santana, pelas campanhas que elegeram Dilma em 2010 e a reelegeram em 2014.
No depoimento, cuja gravação em vídeo foi divulgada por ordem do juiz Edson Fachim, relator no Supremo Tribunal Federal brasileiro dos casos que envolvem políticos no âmbito da operação anti-corrupção ‘Lava Jato’, Mónica conta que juntamente com Dilma criou os e-mails no Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência, em Brasília.
A criação foi feita nos jardins do palácio, onde Dilma preferia tratar de assuntos ilícitos, para evitar eventuais escutas ou ser ouvida por algum dos muitos funcionários. De acordo com a publicitária, Dilma usou identidade e dados falsos para criar os endereços.
Esses e-mails eram usados exclusivamente para tratar de financiamentos ilícitos das campanhas da presidente e para poder conversar em segurança com Mónica, quando a publicitária estava fora de Brasília, nomeadamente sobre avultados depósitos de dinheiro sujo em contas secretas no estrangeiro. Assim, quando Dilma precisava de contactar Mónica, enviava uma mensagem para um desses endereços.
De seguida, o chefe de gabinete enviava uma mensagem ‘inofensiva para o telemóvel da publicitária, tais como: “Adorei o vinho que me recomendou”. Assim, a destinatária saberia que tinha de ler o e-mail.

Segundo Mónica Moura, era através desses endereços eletrónicos falsificados que Dilma a avisava dos avanços da Operação Lava Jato. Dilma terá avisado Mónica e o marido de que a justiça já tinha decretado a prisão destes e que por isso, deveriam permanecer no estrangeiro, onde se encontravam de momento. No entanto, o casal optou por regressar ao Brasil e entregar-se.
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