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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Mais de 300 pessoas recebiam salários ilegalmente na EDM

Reformas institucionais levadas a cabo pela nova administração da EDM levam à descoberta de 300 funcionários fantasmas
O novo Conselho de Administração da Electricidade de Moçambique (EDM) está a levar a cabo uma série de reformas institucionais, com vista a melhorar o desempenho operacional e financeiro da empresa.
Segundo o Presidente do Conselho de Administração desta empresa pública, Mateus Magala, foi no decurso deste trabalho que foram descobertos mais de 300 “trabalhadores fantasmas” que recebiam salários mensalmente e outros benefícios.
Além desta descoberta, a nova administração diz ter encontrado uma situação de excesso de chefias na instituição. Segundo dados disponibilizados por Magala, a empresa conta com três mil trabalhadores, dos quais 700 ocupam cargos de chefia, o que significa que há um chefe para cada quatro trabalhadores.
Neste contexto, a nova administração viu-se obrigada a rever o seu organigrama funcional, o que permitiu a redução de 700 para 250 cargos de chefia. Este saneamento abrangeu, também, o nível de direcção, onde o número reduziu de 74 para 34 directores.
“Por exemplo, em todas as províncias, temos um director financeiro e um director dos recursos humanos”, explicou Magala, assegurando que “a partir de agora, vamos passar a ter apenas um director para os dois pelouros e as operações passam a ser centralizadas e feitas com recurso às tecnologias de informação e comunicação”, esclareceu.
Nesta perspectiva, a EDM lançou, há dias, um concurso público interno e externo para o recrutamento de quadros que devem preencher as vagas de directores e chefes de serviços previstos no novo organigrama. “Estamos à procura de talentos e, uma vez que não conhecemos ninguém, preferimos lançar o concurso, porque queremos que o processo seja transparente e inclusivo. Por isso, apelamos a todos aqueles que reúnem requisitos exigidos pela EDM para que não tenham receio de concorrer às vagas disponíveis”, encorajou Magala.
As reformas foram feitas, igualmente, ao nível de procurement, uma vez que, segundo Magala, cada província tinha a sua unidade de gestão de aquisições, “mas agora passa a ter dois comités, um para serviços e outro para a área técnica”.
As medidas empreendidas permitiram, segundo a fonte, melhorias na gestão financeira da empresa, sendo que, ainda este mês, será publicado o relatório e contas da empresa, algo que sempre aconteceu com 11 meses de atraso.


O Pais

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