Proibida importação de aves e ovos da África do Sul, Zimbabwe e Congo



O Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA) acaba de emitir um comunicado que proíbe a importação de aves (vivas ou em carne), pintos de um dia, ovos e produtos derivados de aves da República da África do Sul (RAS), Zimbabwe e República Democrática de Congo (RDC). 

A medida, segundo a Direcção Nacional de Veterinária, visa proteger os avicultores moçambicanos de um surto de gripe aviária, causada pela estirpe HSN8, que eclodiu nestes países da região austral de África.

O nome técnico da gripe aviária é Influenza Aviária (IA) que é uma doença infecciosa das aves causada pelas estirpes do tipo “A” do vírus da Influenza Aviária. A infecção causa sinais clínicos variados nas aves, que vão desde uma doença moderada até uma doença altamente contagiosa e fatal, sendo esta última conhecida por “Influenza Aviária Altamente Patogénica”. É esta, a gripe que dizima as aves dos três países banidos por Moçambique na importação de produtos aviários.

Só na África do Sul e no Zimbabwe, foram registados 12.845 casos da gripe aviária e igual número de mortes, bem como a destruídas 261.772 aves nas unidades afectadas e circunvizinhas, de uma população em risco de 2.024.000 aves. Segundo explicou o director nacional de Veterinária, Américo da Conceição, esta gripe aviária não é transmissível para humanos.

Nas aves, Influenza Aviária Altamente Patogénica é caracterizada, frequentemente, por ausência de sinais clínicos, evolução rápida e mortalidade que pode atingir 100%. O período de incubação da Influenza Aviária é de poucas horas até 3 dias. Para efeitos de descontaminação, o período de vazio sanitário é de 21 dias”, explicou Américo da Conceição.

O País.
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